O Autocoaching de Luiza Chlodovech: Amor de Redenção

O Autocoaching de Luiza Chlodovech: Amor de Redenção

O Autocoaching de Luiza Chlodovech: Amor de Redenção

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Vazamento de água serve pra quê?! Pra garantir que encanadores e pedreiros tenham trabalho e eu ganhe pontos lá com São Pedro pra hora derradeira.

Pense numa coisa estressante. Uma lista de coisas pra comprar depois do trabalho e que ele vai usar amanhã cedo, porque o vazamento não pode esperar.

Será que vou conseguir encontrar tudo o que preciso?! Achar alguma loja aberta já vai ser uma vantagem.

– Graças a Deus… tá aberto. Vou parar o carro aqui mesmo.

Nossa…. que estranho…aquele carro ali parece…não pode ser…. é só parecido. Não….que neura!

Não! É a placa do carro dele mesmo. Será possível?!

Como pode?! Calma Luiza! Vai ver ele vendeu o carro pra alguém e essa pessoa é que tá aqui na loja.

Taquicardia…entro ou não entro?! Preciso comprar as coisas….preciso saber se é ele… preciso vê-lo… preciso fugir… preciso esquecer este amor.

Entro na loja pisando em ovos… olhando para todos os lados, buscando  pistas e sinais…como naquele filme do Liam Neeson – Busca Implacável… não posso ser vista…podem matar a refém…ha ha ha…neste caso eu mesma!

Lá está ele: Alexandre!

Como é possível? Zona Leste de São Paulo… quase dez horas da noite, loja de materiais de construção…dez anos depois de discutir com ele lá no interior, na cidade dos meus pais… a fuga sem despedidas, sem explicações… coisa de novela… e das ruins.

A gente pode empreender fuga o quanto quiser de assuntos não resolvidos, mas isso não impede que eles venham pra cima de você como ondas tsunamis… e esta é a maior delas e mais arrasadora.

De repente percebo que ele não está só… uma mulher e duas crianças conversam entre si. Meu coração…vou enfartar aqui mesmo.

O que eu queria?! Que ele ficasse lá no passado, estacionado, esperando que eu me arrependesse….e o procurasse.

Luiza: acorda filha, a fila anda!!!

Claro que ele encontrou alguém que aceitou o seu amor. Que lhe respeitou, que viu seu valor…e lhe deu os filhos que ele tanto queria e em que eu nem queria pensar…e agora a todo momento me questiono…morrer sozinha…sem um amor e sem filhos….que também não é garantia de nada…mas que ao menos cria uma esperança de companhia.

O que faço?! Vou lá e cumprimento? Como será que ele me receberia? Podia estar melhor vestida…meu cabelo….não sou mais aquela menina…nem maquiagem coloquei hoje.

Não… isso poderia ser estranho… e criar um constrangimento para ele com a mulher…nada haver isso!!! Não!

Tantas memórias vieram à minha cabeça… como é duro lidar com o arrependimento…com tantas coisas que disse e fiz e que sei não ter sido legal… me sinto pequena… menor… não merecedora!

Que tontura… melhor  sair daqui agora antes que eu desmaie. Fugir para o estacionamento.  Isso.

No carro! Graças… vou me abaixar… ele não pode me ver.

Crise de pânico…falta de ar, desorientação…o mundo girando …vou morrer aqui e ninguém vai me encontrar…onde estou mesmo?!

Vou ligar pra Melissa….talvez ela possa me ajudar…mas como?! Ela nem sabe do Alexandre. E se eu ligasse pra Carolina? Ela sabe de parte…. não… nem pensar!

Lá vem ele… não dá pra me ver daqui.

E se eu o seguisse… saberia onde mora.  Nesse horário e com crianças claro que vai pra casa… Isso. Vou atrás dele!!!

Tinha que morrer essa merda, logo agora… minhas  mãos estão suando… meu  coração vai sair pela boca! Mas preciso saber o que ele tá fazendo por aqui.

Não é possível… ele está fazendo o caminho da minha casa…  não…  não  vira nessa rua…não…não… virou… não acredito… tantos  lugares, tantas cidades, tantos bairros… ele mora a 2km de minha casa.

Vou ficar parada aqui até me acalmar… E se eu ligasse pra Mônica?! Ela é minha amiga…preciso desabafar….vou sufocar! Caixa postal,  claro…  quase meia noite…deve estar dormindo.

Noutro dia Mônica me disse que  pedir  desculpas  é o que podemos fazer quando reconhecemos que erramos, que magoamos,  mas que o perdão pertence ao outro. É o arbítrio dele… só dele… e o outro pode ou não exercê-lo, e mesmo o fazendo, perdoar e entender não significa que vai nos querer por perto. É o preço.

Amor de Redenção

 

O medo da rejeição  é a prisão dos covardes… e como diz o Vinicius  “a solidão é o fim de quem ama”… essa solidão intensa…  permanente… uma  sensação de não pertencimento… sem raízes, sem frutos, sem um bem querer… sem a chance de redenção.

 

 

 

 

Leia mais:

O Voo do Dragão

Emergir para a Vida

No Fundo do Poço

La Coquetterie

Cruzeiro da Inconsciência – Parte 2

Cruzeiro da Inconsciência – Parte 1

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Neila Cristina Franco

Graduada em Gestão Empresarial e Tecnologia da Informação; Coach Comportamental certificada pelo Instituto Edson De Paula na Metodologia Coaching Comportamental Evolutivo®; Consultora Disc Etalent; Oradora Profissional formada pelo Instituto Reinaldo Polito; Help Desk Manager pelo Help Desk Institute; Itil Foundation pela Venco Consultoria; Escritora, Palestrante.

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